
Cursos de iniciação

Todos, tudo e sempre em missão
Homilia de D. Virgílio no Dia do Corpo de Deus
HOMILIA DE D. VIRGÍLIO NO DIA DO CORPO DE DEUS
Caríssimos irmãos e irmãs!
A promessa de Jesus “Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt 28, 20) e “Não vos deixarei órfãos; Eu voltarei a vós!” (Jo 14, 18), cumpre-se de muitas formas, mas de modo muito especial – de modo sacramental – na Eucaristia.
O cristianismo é uma constante afirmação da presença de Jesus Cristo no coração e na vida do seu povo: na encarnação nasce entre nós e torna-se um irmão, na páscoa oferece-se por nós, para partilhar a totalidade das nossas dores e nos libertar do poder do mal; na ressurreição alcança-nos a glória e na ascensão volta para junto do Pai, assegurando sempre a presença em nós e na comunidade dos discípulos por meio da força do Espírito Santo.
A certeza de fé acerca da presença de Jesus em nós e na comunidade cristã responde a uma necessidade humana de extrema importância para que vivamos em paz interior: a necessidade de companhia. A presença dos outros na nossa vida e a nossa presença na vida dos outros, quando é uma presença fiel e acolhida com confiança, torna-se potenciadora da paz interior e do equilíbrio humano; ajuda a enfrentar todos os medos que se instalam no coração. A presença de Jesus na nossa vida e a certeza da sua companhia divina, amorosa e fiel, constitui algo de essencial na vida de um cristão e fortalece-o no meio de todas as adversidades. De um modo especial, quem acredita na presença de Jesus na Eucaristia que se celebra ou que se adora e mantém com Ele uma relação de diálogo, confiança, amizade, pode progredir na fé, na vida espiritual e cristã, no amor a Deus e aos outros, porque sente-se sempre em companhia e não cede aos temores da solidão.
Terceira Catequese do Papa sobre o Crisma
PAPA FRANCISCO
TERCEIRA CATEQUESE SOBRE O CRISMA
FRUTOS DO SACRAMENTO
Quarta-feira, 6 de junho de 2018
Bom dia, prezados irmãos e irmãs!
Prosseguindo a reflexão sobre o Sacramento da Confirmação, consideremos os efeitos que o dom do Espírito Santo faz amadurecer nos crismandos, levando-os a tornar-se, por sua vez, uma dádiva para os outros. O Espírito Santo é um dom! Recordemos que, quando nos dá a unção com o óleo, o bispo diz: “Recebe o Espírito Santo, que te é concedido como dom”. Aquele dom do Espírito Santo entra em nós e frutifica, para que nós o possamos transmitir aos demais. Receber sempre para oferecer: nunca receber e conservar as coisas dentro, como se alma fosse um armazém. Não: receber sempre para oferecer. Recebemos as graças de Deus para as dar aos outros. Esta é a vida do cristão. Portanto, é próprio do Espírito Santo descentrarmo-nos do nosso “eu”, abrindo-nos ao “nós” da comunidade: receber para dar. Nós não estamos no centro: somos um instrumento daquela dádiva para os outros.
CRISMA 1 - Ungidos pelo Espírito
CRISMA 2 - Oração sobre os Crismandos e Crismação
CRISMA 3 - Frutos do Sacramento
O Espírito Santo e nós
Na sua missão, os Apóstolos tinham experiência vivida e consciência clara de que a força que os movia, a coragem com que enfrentavam as perseguições, a sabedoria que mostravam no anúncio do evangelho e a orientação que davam à vida da Igreja não provinham das capacidades deles. Agiam com a força que Jesus lhes prometera: “Recebereis uma força vinda do alto e sereis minhas testemunhas”(Act 1,8). Neste contexto, compreendemos a forma como apresentam as suas decisões e mensagens: “O Espírito Santo e nós”; ou “nós em união com o Espírito Santo”.
Agiam realmente em união e sintonia perfeita com o Espírito Santo. Ainda hoje, todos devemos procurar agir sob a inspiração do Espírito Santo. Os que vivem segundo o Espírito experimentam a mesma alegria e bondade, mostram também disponibilidade, humildade e entrega à missão que lhes é confiada. No entanto, não é garantido que todos os que afirmam que estão inspirados pelo Espírito Santo não se enganem. Pode ser presunção e ilusão. É possível, e muitas vezes tem acontecido, alguns equivocarem-se e atribuir ao Espírito Santo os desejos pessoais. Por isso, como a igreja sempre afirmou, é necessário o discernimento feito pela comunidade cristã e seus orientadores. É a Igreja que faz o reconhecimento dos carismas do Espírito santo.



