AUDIÊNCIA GERAL
Praça São Pedro
Quarta-feira, 21 novembro de 2018
Os nossos encontros sobre o Decálogo levam-nos hoje ao último mandamento. Ouvimo-lo na introdução. Estas não são as últimas palavras do texto, mas muito mais: são o cumprimento da viagem através do Decálogo, tocando o coração de tudo aquilo que nele nos é transmitido. Com efeito, vendo bem, não acrescentam um conteúdo novo: as indicações «não cobiçarás a mulher [...], nem coisa alguma que pertença ao teu próximo» estão pelo menos latentes nos mandamentos sobre o adultério e sobre o furto; então, qual é a função destas palavras? É um resumo? É algo mais?
Recordemos que todos os mandamentos têm a tarefa de indicar o confim da vida, o limite para além do qual o homem se destrói a si mesmo e ao próximo, danificando a sua relação com Deus. Se fores mais além, destruir-te-ás a ti mesmo, destruirás também a relação com Deus e o relacionamento com os outros. Os mandamentos indicam isto. Através desta última palavra põe-se em evidência o facto de que todas as transgressões nascem de uma comum raiz interior: os desejos maléficos. Todos os pecados nascem de um desejo maligno. Todos! É ali que o coração começa a mover-se; assim a pessoa entra naquela onda e acaba numa transgressão. Mas não numa transgressão formal, legal: numa transgressão que fere a si mesmo e ao próximo.
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Mandamentos introdução 1
Mandamentos introdução 2
Mandamentos introdução 3
Primeiro Mandamento1
Primeiro Mandamento2
Segundo Mandamento
Terceiro Mandamento1
Terceiro Mandamento 2
Quarto Mandamento
Quinto Mandamento 1
Quinto Mandamento 2
Sexto e Nono Mandamento 1
Sexto e Nono Mandamento 2
Sétimo Mandamento
Oitavo Mandamento
Décimo Mandamento